sexta, 26 de maio de 2023 - 14:15h
Botão do pânico garante proteção às vitimas de violência doméstica
Serviço oferecido pela Central de Monitoramento Eletrônico foi lançado no Estado no mês da Mulher já teve suas primeiras ativações
Por: ASCOM IAPEN
Foto: Acervo IAPEN

O Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (IAPEN), por meio da Central de Monitoramento Eletrônico (CME), destaca o aumento no uso da ferramenta Botão do Pânico. Atualmente há quatro dispositivos ativos e a cada semana chegam novos pedidos de ativação, medidas protetivas com uso de botão para defesa de mulheres que conheceram a ferramenta e solicitaram em juízo.

O gerente da CME, Netanias Ferreira, destaca que o Botão do Pânico foi tema do Primeiro Workshop de Monitoramento Eletrônico do Amapá, realizado em março. Evento que divulgou amplamente a importância dessa ferramenta no combate a violência domestica. O gerente atribui o aumento dos pedidos de uso, a visibilidade que o botão do pânico ganhou no mês da mulher. “A vítima precisa saber que a ferramenta está disponível e pode ser solicitada ao juiz como medida de proteção. Por isso é extrema importância compartilhar essa informação nos jornais e redes sociais para que mais pessoas que necessitem saibam como recorrer a essa opção de medida protetiva”, afirma.          

O Botão do Pânico é um dispositivo discreto de proteção que informa à CME quando o agressor se aproxima da vítima, ou quando é acionado pela vítima que se sente ameaçada. O equipamento funciona em um smartphone, fornecido pela CME que no momento dispõe de 185 unidades. O aparelho é entregue às vítimas de violência doméstica sejam mulheres, idosos, crianças, adolescentes, enfermos ou deficientes. 

O aparelho funciona 24h e é interligado diretamente ao sistema de monitoramento da CME, que também atua monitorando as tornozeleiras eletrônicas, com o objetivo de repassar todas as informações em caso de descumprimento de medidas judiciais impostas ao agressor. Entretanto, a vítima pode usar o botão de forma individual sem que o agressor use tornozeleira. “Essa é uma novidade tecnológica trazida com esse tipo de dispositivo, mais discreto, funcional e que possibilita a ativação do serviço sem o uso da tornozeleira no agressor. Temos a ferramenta, mas é claro que a decisão do uso cabe a justiça. E nessas novas ativações, já temos pessoas utilizando sem que o agressor use tornozeleira”, exemplificou Netanias.

O diretor do IAPEN, Luiz Carlos Gomes Junior, destaca a importância de se ter atenção às alternativas penais. “O botão do pânico inibe ações do agressor promovendo segurança para a vítima de violência doméstica - mulheres, idosos, crianças e adolescentes, deficientes - que por meio dessa ferramenta ganha autonomia para viver, com a certeza de um atendimento de socorro ágil e que protege a vida”, observa.

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