terça, 12 de setembro de 2023 - 18:09h
IAPEN inaugura espaço para alfabetização de custodiados do sistema prisional
Analfabetismo contribui para a exclusão social da pessoa privada de liberdade e gera dificuldade de inserção do reeducando
Por: ASCOM IAPEN
Foto: Acervo IAPEN

O Instituto de Administração Penitenciária do Amapá - IAPEN realizou, nesta terça-feira (12), a solenidade de inauguração da sala de alfabetização para pessoas privadas de liberdade e de início do Projeto de Monitoria Educacional Integrado - PROMEI que beneficiará internos do Sistema Penitenciário do Amapá (SPAP) não alfabetizados.

A sala de alfabetização possui carteiras escolares, livros, quadro branco e materiais de ensino. Foi revitalizado pelo IAPEN com a mão de obra de internos do SPAP. É um espaço para promoção da cidadania, onde analfabetos terão a oportunidade de aprender e iniciar a jornada na educação.

O PROMEI é uma iniciativa da Coordenadoria de Tratamento Penal (COTRAP), por meio da Unidade de Assistência Educacional (UNAEP), cujo objetivo é promover a alfabetização de custodiados que não sabem ler e escrever. Os monitores do PROMEI são privados de liberdade que possuem graduação e têm a nobre missão de alfabetizar os alunos no novo espaço.

O IAPEN assume o compromisso de erradicar o analfabetismo no cárcere. Objetivo traçado pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) em âmbito nacional como forma de promover a cidadania e garantir direitos aos privados de liberdade.

Estiveram presentes na solenidade: o diretor-presidente do IAPEN, Luiz Carlos Gomes Júnior; a secretária adjunta de Políticas Educacionais da Secretaria de Educação (Seed), Antonia Andrade; o chefe da UNAEP, Henrique Lemos; o coordenador da Penitenciária Masculina (COPEMA), Wagner Aragão; e o coordenador dos Centros de Custódia, Leônidas Soares.

 

Censo educacional

O IAPEN realizou, no primeiro semestre deste ano, o censo educacional das unidades penitenciárias do Estado visando identificar o número de analfabetos privados de liberdade, como preparação para o plano de erradicação do analfabetismo no sistema penitenciário amapaense.

A coleta de dados foi realizada dentro das unidades prisionais pela COTRAP. Um questionário técnico foi elaborado para avaliar o nível de alfabetização dos custodiados e segundo coordenadora, Anny Karolyne Silva, “Foi a partir desse diagnóstico que iniciamos o planejamento das ações que culminaram com o evento de hoje. E estamos muito felizes por proporcionar acesso à escola para alfabetização desses custodiados”, comemora.

O diretor presidente do IAPEN, Luiz Carlos Gomes Junior, ressalta que “garantir a alfabetização para aqueles que não tiveram oportunidade antes de entrar no sistema prisional representa a chance de uma nova vida. Um ato de cidadania que pode significar muito mais do que o simplesmente ler e escrever. É uma oportunidade para o desenvolvimento pessoal e um passo em direção à libertação do indivíduo”, afirma.

O analfabetismo contribui para a exclusão social da pessoa privada de liberdade, e gera dificuldade de inserção do reeducando em programas de certificação de ensino, de passar por um processo de ressocialização eficaz e de ter um retorno digno a sociedade. O aluno do projeto passará por um período de alfabetização e em seguida será matriculado no ensino regular na Escola São José que funciona dentro do Cadeião e da Penitenciária Feminina, atendendo alunos do sistema prisional.

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